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HISTÓRIA EM QUADRINHOS | ![]() |
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As Histórias em Quadrinhos como instrumento de Liberdade Flávio M. de A. Calazans |
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Então descobrimos bibliotecas com milhões destes livros grossos e respeitáveis que são a base e a história de toda a produção intelectual humana.
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Do mesmo modo, um conto como O Banqueiro Anarquista, do poeta português Fernando Pessoa, também vai nos ensinando o ideal filosófico libertário sob um formato gostoso, pois ele é um breve conto muito bem escrito, daqueles que prendem tanto a atenção que a gente não consegue parar de ler. |
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E estes filmes todos do cinema passam na televisão, ela é uma mídia, o conteúdo vai servir aos objetivos de quem manda nela (daí nossa resposta com as TVs e rádios livres que eles chamam de piratas, quando quem tá atrás do ouro são eles mesmos!).
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Não pense que só existe o Tio Patinhas fazendo propaganda capitalista e os super-heróis como o Capitão América e grupos de mutantes uniformizados como militares e disciplinados em ações violentas, resolvendo os problemas com agressões e espancamentos, tropa de choque policial a serviço da ordem vigente e da manutenção do status quo (como os X-Men, que ajudam seus dominadores patrões humanos contra o Magneto, que luta pela classe-raça mutante, e são o símbolo da alienação no final dos anos 90). |
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Caza é um destes grandes artistas da HQ que nos mostra o potencial libertário que os aparentemente inofensivos e divertidos quadrinhos podem ter. |
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Como resultado desta experiência acumulada por quase trinta anos de produção (começei a desenhar aos dois anos, digo, a expressar-me na forma de quadrinhos), consegui publicar na Editora Abril (Revista Aventura e Ficção número 19) e no álbum Brasilian Heavy Metal, além de outras como a Porrada Special, onde saiu minha utopia futurística libertária, a Guerra dos Golfinhos, álbum em capítulos sobre uma Confederação submarina com cidades cujos nomes são Gandhi, Malatesta, etc.
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